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terça-feira, 26 de abril de 2016

Pescaria 25/04/2016 - São José dos Pinhais

Pescaria 26/04/2016

  Boa noite, passando aqui para mostrar a vocês como os Frogs funcionam para a pesca de Traíras, reparem no tamanho destas Traíras, a maior com 2,5 Kg e a menor com 1,8 Kg, e mais uma observação, no momento das capturas estava chovendo muito e ventando também.


  Com isto, só prova que se passar em cima do território das traíras e insistir pode ter certeza que vai acabar ocorrendo um ataque, foi lindo ver a traíra pulando para dar o bote na isca, debaixo pra cima , fulminante.







  Nesta última foto, meu tio segurando as duas raridades, de um esquecido açude, antes neste açude quem dominava eram as carpas, hoje são as traíras, o bom é que vai ter ensopado de peixe, pois meu tio e minha tia são excelentes cozinheiros. 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Traíra / Wolf-Fish ( Hoplias malabaricus) - Parte 37

Pra voltar com chave de ouro, achei está matéria interessante no Portal pesca e companhia, de mais uma maneira de se pescar a Traíra, é um sapo diferente do que eu usei no meu vídeo aqui no blog, por ser com shad.

É no meio da mata alagada que estão as maiores dentuças. Testamos uma isca espetacular na represa de Atibainha e o resultado foi muito positivo!!!

Represa Atibainha


Uma forma bastante divertida e eficiente de fisgar as traíras é com os sapos de borracha. Ainda pouco conhecida pela maioria dos nossos pescadores, essa artificial já se tornou febre nos Estados Unidos para a captura de tucunarés e black basses. Por aqui, ela funciona muito bem com as dentuças, desde que exista a estrutura adequada para usá-la, como a citada a seguir. Fizemos esse teste na represa de Atibainha, em Nazaré Paulista (SP).


A traíra costuma se “esconder” em pontos mais tranquilos, como em locais onde existe vegetação submersa e margens alagadas. Ali ela fica à espera de algum peixinho, anfíbio ou presas pequenas. Nessas estruturas, o pescador raramente se atreve a arremessar uma isca de superfície ou meia-água por ter medo do enrosco. Com o sapo, problema descartado, já que ele é provido de sistema anti-enrosco.


Sapo com Anti enrosco

Para essa pescaria, lembre-se sempre de arremessar o sapo sempre bem rente à margem. Se você lançá-lo para fora da água, não se preocupe, a simulação de um anfíbio fugindo ou invadindo o território alheio será melhor ainda. O ataque pode ser certeiro e surpreendente. Caso o arremesso seja para o leito do local de pesca escolhido, ou em algum ponto sem estrutura, a probabilidade de captura é remota.



Bonita traíra

Sapo grande
Recolha continuamente, sem se preocupar com a vegetação que está pela frente. Para que a isca trabalhe melhor, deixe a ponta da vara erguida e abaixe conforme ela se aproxima de você. Quando o sapo for atacado, espere um pouco para fisgar. Esse detalhe faz a diferença, pois é o tempo da traíra acomodar a sua “presa” na boca e assim ser melhor fisgada.


 Equipamento sugerido:

Varas a partir de 6´ para linhas de 20 lb

Linha multifilamento de até 20 lb

Empate de aço flexível de até 20 lb ou linha fluocarbono de até 60 lb

Sapinho: modelos nacionais podem ser encontrados nas melhores lojas de pesca do Brasil.

Fonte: site Pesca e Cia

Por hoje é só amigos, espero que tenham gostado desta matéria, pois eu gostei e vou tentar.
Atenciosamente,

Diego C. Pires

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Primeiro vídeo


Pessoal não sei se ficou boa o áudio e a imagem... Mas é o que consegui com uma camera fotográfica... espero que gostem...

Estarei fazendo e colocando mais vídeos aqui e no Youtube...

Espero que gostem...

Atenciosamente.

Diego Chiuratto Pires

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Traíra / Wolf-Fish ( Hoplias malabaricus) - Parte 36

Mãos à obra

A chatterbait pode ser trabalhada de duas maneiras. A mais produtiva e comum é o recolhimento contínuo. Alternando a velocidade da isca, é possível determinar sua profundidade de ação. Durante o recolhimento, a ponta da vara literalmente treme o tempo todo, intensamente, tamanha é a oscilação lateral da lâmina. Desta forma, o trabalho assemelha-se ao de uma crankbait.


Na outra situação, basta deixar a isca tocar o fundo, para então tracioná-la levemente e em seguida deixá-la cair novamente. Os movimentos devem ser sucessivos até que ela chegue próxima ao barco. Isso costuma funcionar bem em locais mais rasos, onde não é necessário esperar muito para que a isca atinja o leito. Além disso, a caída mais lenta da chatterbait é ideal quando os peixes estão pouco ativos.


Na água salgada
Há modelos que utilizam shads ou camarões como trailers (denominados chattershrimps). Alguns plugs que não possuem barbela são desenvolvidos com a mesma lâmina acoplada em seu pitão frontal, para que vibrem mais na coluna d’água quando tracionados.

Caso não encontre esses modelos específicos para água salgada, você pode usar as mesmas iscas feitas para o bass. Para isso, basta remover as cerdas de silicone e substituí-las por um shad, acoplando-o ao anzol. Este shad deve ter, no máximo, 4 polegadas de comprimento, e possuir formato longilíneo.


+ Dicas

1. Existem no mercado formatos variados de barbela de chatterbaits. Todos têm a mesma característica principal, vibrar bastante durante o trabalho na coluna d’água. As barbelas podem ser cromadas ou coloridas. Tenha na caixa variações distintas de cor. Aquelas berrantes se destacam com água mais suja e as naturais são as mais indicadas para águas limpas.


2. Sempre amarre a linha diretamente ao snap que já vem preso à isca, de maneira que sua barbela vire durante o recolhimento. Assim, a chatterbait vibra e a ponta do anzol fica voltada para cima.

3. Procure acoplar trailers duplos (“twin tails”), cujas caudas tenham o formato de foice (curvos). O movimento é mais intenso quando comparado aos retos.

4. Alguns modelos possuem anzol flexível, um artifício também presente em modelos de spinnerbaits e buzzbaits. Ele serve para evitar que o peixe escape quando pula com a isca presa à boca.

5. A chatterbait é muito produtiva em represas, estejam elas cheias ou baixas. No primeiro caso, grotas com capim podem render boas capturas, a isca consegue passar muito próxima da vegetação sem enroscar. Com represa baixa, procure estruturas mais aparentes, os peixes se concentram ao redor delas. Galhadas a alguns metros do barranco são pontos excelentes. Explorar pontas e arremessar paralelamente ao barranco também é sempre muito produtivo.

Vários modelos com trailers engatados atrairão mais a
 atenção da nossa Hoplias em qualquer circunstância!
6. Você pode colar a extremidade do trailer no chatterbait com cola de secagem rápida. Isso impedirá que ele escorregue da haste do anzol durante os arremessos, principalmente quando estes são realizados por baixo com a intenção de encaixar a isca sob alguma estrutura.


7. De preferência, recolha a isca com a ponta da vara voltada para baixo. Isso faz com que ela desça mais na coluna d’água, agindo em profundidades variadas e seguindo o desnível do barranco. Se preferir que ela venha mais ou menos na mesma profundidade, mais à tona (no meio de um capinzeiro, por exemplo), a vara deve apontar para cima durante o recolhimento.


Equipamento recomendado
- Varas: de 6 a 6’6”, classes 10-20 e 10-25 libras, de ação média e média-pesada. É importante que tenham certa flexibilidade de ponta para que permitam a vibração da isca e que esse movimento seja sentido pelo pescador.

- Carretilhas: de perfil baixo, com capacidade para pelo menos 100m de linha de 0,30mm e relação de recolhimento entre 6 e 7:1.

- Linhas: preferencialmente, multifilamento, com espessura máxima de 0,23mm. Linhas de fluorcarbono de até 0,30mm também podem ser utilizadas.

- Líder: se optar por linha de “multi”, use um líder de fluorcarbono com espessura entre 0,35 e 0,40mm, e comprimento próximo ao da vara usada.

- Iscas: entre 1/4 oz. (7,09g) e 5/8 oz. (17,72g). Aquelas com 3/8 oz. (10,63g) e ½ oz. (14,18g) também são excelentes.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Traíra / Wolf-Fish ( Hoplias malabaricus) - Parte 35

Chatterbait - PARTE 01


Olá amigos!!!
Hoje estou postando uma MEGA MATÉRIA sobre esta isca chamada Chatterbait que achei no site da revista Pesca Esportiva, a tal isca foi criada pra pescar Bass nos EUA mas que deu tão certo aqui no Brasil que estou fissurado em testar tal isca logo.

Este nome é novo para você? 
Se for, não deixe de experimentar esta isca diferente. Ela renderá ótimas capturas em qualquer nível de represa e ainda pode surpreender na água salgada.


Desenvolvida originalmente para o black bass, a chatterbait é uma espécie de rubber jig com um pedaço de metal fixado à cabeça, que auxilia na movimentação quando ela é recolhida. Essa chapa serve como uma barbela, conferindo um trabalho característico na coluna d’água, capaz de atrair de longe os predadores.

A isca vibra quando tracionada, de um lado para o outro, e oscila rapidamente. Seu anzol de ponta única permanece sempre exposto e voltado para cima. Isso possibilita fisgadas certeiras e dificulta que o peixe escape durante a briga.

Linhas de pouca elasticidade, neste caso, cortam a água com maior rapidez – o multifilamento é ideal para proporcionar fisgadas precisas. Quando utilizada em estruturas como capinzais, não muito fechados, e entre galhos mais finos, a barbela metálica protege a ponta do anzol, o princípio é semelhante ao do arame nos spinnerbaits.
           


As Traíras também adoram!
No Brasil, além do bass, a chatterbait é uma excelente opção para as vorazes traíras. Acoplar a elas trailers pode garantir maior rendimento. A preferência fica para os duplos (“twin tails”), que são maiores e causam maior deslocamento na água e também pelo seu tamanho – traíras grandes dão preferência para iscas mais volumosas.



Em muitos dos ataques sofridos, a isca vai inteira para dentro da boca dos “verdões”. Isso nos faz concluir que, por trabalhar de forma frenética, quando recolhida mais rapidamente, ela passe a impressão de ser uma presa muito veloz. Assim, o predador não pode perder tempo ou errar o bote, e é por esse motivo que ele acaba sendo tão violento.

A capacidade de explorar uma vasta área a cada arremesso é outro ponto importante desta isca. Quando o peixe está a fim de atacar, o trabalho em maior velocidade na meia-água é mortal. Sempre fique atento até o final do recolhimento. Muitos botes acontecem bem perto do barco, quando a isca está prestes a sair da água.


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Traíra / Wolf-Fish ( Hoplias malabaricus) - Parte 34



Trailer
Eu diria que esta é uma peça fundamental. Um rubber sem trailer não tem vida alguma. É ele que fará a sua isca ter vida e nadar corretamente.

Recentemente, passei a usar os shads, por causa do seu formato parecido com a de um peixe. A cauda desse tipo de isca imprime uma super movimentação na caída, além de frear a caída da isca, proporcionando mais tempo para o predador atacar.

Apesar de as traíras destruírem os trailers com certa facilidade, é importante ressaltar que isso ajuda a proteger as saias de silicones de seus rubbers. Outra característica interessante é o fato de sua textura ser parecida com a de um peixe de verdade, o que auxilia na fisgada, pois o peixe fica com a isca na boca alguns segundos a mais.
 
Rubber Jigg  com Trailler Marrom e Gliter 
Mesmo que as saias sejam danificadas, não se preocupe. O mais importante dessa isca é a cabeça, a ponta do anzol e o anti enrosco. Se a saia estiver danificada, o pescador pode substituir, com os materiais e acessórios disponíveis para confecção de iscas de fly.

Assim, você poderá remontar seu rubber da cor de sua preferência, com mais ou menos volume, sem mencionar a boa terapia para aqueles dias em que o pescador não for pescar. Eu aprendi a fazer minhas iscas com o amigo Braga. Normalmente faço primeiramente os rubbers para o bass, mas, quando eles estão mais gastos, reformo para as traíras.

Equipamentos

Caniços curtos não conseguem atender plenamente à técnica do pitching. Ela requer alavanca para o lançamento, a fisgada, e para tirar o peixe da estrutura. É importantíssimo ter uma vara comprida, de no mínimo 6´. O comum é usar materiais a partir dos 6´6´´. No meu caso, utilizo varas Megabass Orochi X4 de 7´, classe pesada e ação rápida, justamente para tirar o peixe do meio da tranqueira. É preciso arrastar tudo: peixe e planta muito rápido. Isso, não pelo porte da traíra, mas pela situação de pesca.


Outro item fundamental é a linha de pesca. Nada de linha fina no meio da vegetação. A traíra é bruta, e no meio do mato dá muito trabalho. Costumo utilizar linhas de flúor carbono com pouca elasticidade e muita sensibilidade. A libragem mínima usada por mim é a de 12, sendo que a mais comumente utilizada é a de 16 lb, porque nos locais que frequento posso me deparar com peixes de bom porte, como é o caso das represas de Salesópolis e Paraibuna. Normalmente não uso empate, nem líder. Mas, se o pescador se sentir mais seguro, opte por algo em torno de 20 a 25 lb.

Resumindo a conversa amigos, testem esta isca e principalmente agora no inverno, como nosso amigo Zurlini provou que a Hoplias abocanha mesmo no inverno... porque eu vou mesmo é ficar HIBERNANDO aqui embaixo do edredom tomando chocolate quente esperando o sol quente volta pra eu poder sair da toca e fisgar novamente as hoplias na frog e nas BuzzBaits!



Autoria dos texto e fotos: Fábio Zurlini - Revista Pesca e Cia

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Traíra / Wolf-Fish ( Hoplias malabaricus) - Parte 33

Fábio Zurlini-Rubber Jig - PARTE 02





Lento e natural

Quando as traíras estão mais “preguiçosas”, qualquer isca mais rápida não será atacada. Ela simplesmente vai passar pelo seu território sem ação do peixe. Nesta situação, o rubber jig, vem mostrando ser uma grande alternativa. Seus movimentos de abrir e fechar as cerdas, bastante vivos e naturais, despertam o ataque do peixe. Some a essa ação um pouco de volume e um trabalho mais lento para que a traíra não resista.

Outras vantagens dessa isca é que ela pode ser utilizada tanto em águas profundas como em locais rasos e dentro de estruturas fechadas.
 
Anzol fica escondido atrás das cerdas duras da isca e o bom que se torna anti enrosco

 
Quando pesco em lugares fundos, adiciono aos meus rubbers um trailer, que pode ser um grub, uma criatura ou até mesmo um shad. Isso vai ajudar a isca a ter maior volume, uma ação mais atraente e deixar os movimentos mais lentos e naturais. Para trabalhar, arremesse a isca de modo que ela passe pela região funda, alternando pequenos toques com a ponta de vara leves arrastadas laterais. A vibração, o volume da isca e seu movimento de abrir e fechar as cerdas despertam o ataque similar ao do bass. Porém, o bass costuma flutuar com essa isca na boca ou vir de encontro ao pescador. A traíra bate para matar a isca e logo a solta no local. Um ótimo treino para quem quiser pescar o bass nesta modalidade.

Pontos mais rasos


Os rubbers também podem ser usados em locais rasos, principalmente em bicos, baías rasas, e, principalmente, em locais com vegetação. Essa vegetação no inverno serve como uma estufa, mantendo a água mais quente sob ela.

Para explorar esses pontos, uma técnica muito empregada é o flipping. Com ele o pescador deve fazer os pinchos curtos com muita precisão, buscando os pequenos buracos na vegetação. É nessas aberturas que sua isca deve cair, para chamar a atenção do predador. O pescador que não conhece a isca pode estar se perguntando: “ela não vai enroscar?”.

Atualmente existem modelos para pescar dentro das estruturas, pois seu peso concentrado, formato e volume a fazem passar pelas estruturas ou pela vegetação com facilidade. Já o antienrosco, de modelos tipo Cobra e Arky, evita que ela fique presa.

Seu trabalho deve ser diferente de quando estamos pescando nos locais fundos. É lançar nas aberturas, deixar a isca bater no fundo, dar dois toques curtos e secos e esperar a pegada. Se ela não vier, o pescador pode tirar a isca da água e lançar em outro ponto. Nesta situação, o predador atacará por instinto o vulto que vai passar ao seu lado, como se um intruso estivesse entrando em seu território. A pescaria é eletrizante, pela rapidez das ações. O ataque, geralmente rápido, dá pouco tempo para o pescador ter uma reação.

Continua...

Fonte e Agradecimentos: http://tudosobretraira.blogspot.com.br/


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Traíra / Wolf-Fish ( Hoplias malabaricus) - Parte 32



Fábio Zurlini-Rubber Jig - PARTE 01

Entre os pescadores existe o mito de que não se pesca a traíra em dias frios. Zurlini contraria essa teoria e mostra como fisgar a espécie usando o rubber jig

A traíra é tão incrível que ela faz a alegria do pescador que usa uma simples vara de bambu e isca natural, bem como daqueles que utilizam os mais modernos equipamentos de pesca com iscas artificiais. Dá para pescar como quiser, do jeito que você leitor achar melhor, e como o seu bolso mandar. Mas, lembrem-se, as técnicas sempre estarão presentes, afinal, não adianta ter um equipamento simples ou um super se você não conhecer o peixe e seu comportamento.

Como todos os peixes, as traíras apresentam padrões em seu comportamento. Basicamente, ela não gosta de caçar com sol a pino, momento em que prefere ficar parada, aquecendo-se. A traíra é um peixe que caça ao amanhecer e no começo da noite, períodos em que parece ter mais fome, atacando com violência as iscas de superfície ou saindo atrás delas decididamente. Apesar de não caçar em grupos, podem viver juntas em um mesmo território, os conhecidos trairódromos.

Quando o pescador descobrir um ponto como este, abuse do direito de fazer barulho: quanto mais, neste caso é melhor. O peixe fica irritado e, além da fome, pode atacar a isca para espantar a artificial intrusa do seu território.

Tudo o que foi dito é muito produtivo no verão. Mas, como esse peixe se comporta nos dias frios de inverno?


Neste caso, você é obrigado a recorrer a algumas técnicas usadas para o black bass, pois em dias frios a predadora se abriga em locais mais profundos e, em alguns momentos do dia, migra para caçar em regiões mais rasas. Continua...

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Traíra / Wolf-Fish ( Hoplias malabaricus) - Parte 31


Como pescar traíras segundo Fábio Zurlini

Onde você costuma pescar traíras? 

Sem dúvida alguma dou preferência para pescar em grandes e antigos açudes de interior, porque normalmente possuem uma grande população da espécie.

Muitos desses locais não são freqüentados, tornando as traíras menos desconfiadas e fazendo com que sejam mais agressivas.

Outro fator muito importante antes de começar a pescaria é analisar o açude. Prefiro aqueles com pouco profundidade e com vegetação do tipo taboa.

Atualmente tenho pescado na região de Paraibuna (SP), onde encontro diversos locais, como o descrito acima, para pescar.

Como costuma explorar o ponto de pesca?

Quando vou a um açude novo, minha primeira atitude é procurar um local mais raso e com estrutura.

Se o local escolhido for limpo começo a pescaria com poppers, pois posso alternar várias formas de trabalho, de mais lentos com toques curtos a mais rápidos fazendo bastante barulho. Essa ação consegue atrair os peixes que estão mais longe ou escondidos na vegetação.

Caso tenha pela frente muitas estruturas gosto de trabalhar com buzzbait, que foi desenvolvida para a pesca do black bass em locais com muita vegetação. Seu trabalho é simples. Basta executar um recolhimento contínuo para que seu barulho desperte o ataque das dentuças. Podemos alterar a velocidade de recolhimento para saber como o peixe está atacando.

Quando uso iscas de superfície dispenso o empate de aço, pois ele atrapalha o trabalho da isca e os ataques normalmente acontecem na parte traseira do corpo da isca. Se a fisgada for rápida dificilmente você vai perder a isca. Agora, se for usar iscas de meia- água coloco um empate de aço bem fino. Como esses plugs têm um trabalho mais lento, as ações acontecem na cabeça da isca.

Se depois desse trabalho não consigo encontrar o peixe, parto para locais mais profundos, como aconteceu em uma pescaria com o amigo e editor Alex Koike. A estratégia foi bem produtiva, escolhemos o local mais fundo próximo à vegetação e as traíras estavam nessa região caçando.

Equipamentos

Varas: vara Megabass Destroyer F3 63 The Griffon de 6´3´´ para linhas de 5 a 16 lb

Carretilhas: de perfil baixo com capacidade de 120 m de linha 12 lb

Linhas: Sunline de 10 lb de fluorcarbono e Sunline Bass Especial de 12 lb de monofilamento

Iscas: Cetus da Kingfisher na cor rosa e firetiger e buzzbait branco

Buzzbait Branca




sexta-feira, 7 de junho de 2013

Traíra / Wolf-Fish ( Hoplias malabaricus) - Parte 30

CLASSIFICAÇÃO DE TAMANHO DA TRAÍRA (Com balança fiel, é claro! Não servem uns “boga grip” que tenho visto por aí...):


Peixinho de Aquário - até 30 cm (uns 550 gramas) --> Solta o bichinho! Podem ser capturadas com quase todo tipo de isca, especialmente as com sangue.

Pequena - de 550 até 800 g - Não é pecado levar para casa, mas podia soltar. Entram na minhoca, lacrau, e insetos diversos se estiverem vivos, podem entrar em pedaços de peixe ou carne (melhor se a carne for sangrenta).

Média - de 800 até 1.300 g - Juntamente com as traíras pequenas, são o “normal” de pegar no anzol, pois entram no lambari morto, mas fresco.

Grande - de 1,3 até 2 kg - Só bate na artificial, ou na isca viva (não precisa estar viva, basta ela pensar que está). Serão comuns com as iscas artificiais (melhor na escuridão, mas pega de dia também), se você fizer tudo certo.

Enorme - de 2 até 3 kg - Ou aprendeu mesmo, ou és muito “sortudo”, pois não são freqüentes em ambiente natural. Além do mais, o problema maior de pescá-las é que só costumam ficar em locais com intensa vegetação (longe de nossas iscas), além de serem exigentes quanto àquilo que comem (o melhor jeito de capturá-las é com a “Técnica da Grande Traíra”). Podem ser consideradas troféus, pois não é provável existir traíra muito maior que isto dentro d’água. A última vez que olhei, o recorde brasileiro oficial estava em 2.620 g!

Estória de Pescador (1) - de 3 até 4 kg ! Cadê a foto? Empalhou? Testemunha? A balança estava tarada? Uma vez “zoei” outro pescador dizendo que a balança dele “era de pescador”, pois ela marcava quase 1 kg, mesmo sem colocar peso algum! O cara ficou bravo...

Estória de Pescador (2) - de 4 até 5 kg - Deve ser um trairão. A língua era áspera ou lisa? É o maior tamanho possível (improvável, mas possível) que a traíra pode atingir em ambiente natural bastante favorável!!!

Estória de Pescador (3) - na casa de 5 kg - Quase impossível! A menos que sejam alimentadas com ração desde alevinos (em pesque-pagues, aquário,...).

Observações sobre tamanho::: Traíra


 A traíra (Hoplias malabaricus) possui a língua áspera! A língua do trairão da Amazônia (Hoplias lacerdae - quase tudo que é dito neste manual serve para ela também) é lisa. Esta é a forma mais segura de diferenciá-las. Para ver a língua, sempre use um alicate de peixe! Não vá meter a mão na boca da traíra viva, até porque aqueles dentinhos “adoram despedaçar” qualquer coisa! Outra forma de diferenciá-las, mas sujeita a erros (em caso de dúvida, sempre olhe a língua), é observar a parte inferior da cabeça:

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Traíra / Wolf-Fish ( Hoplias malabaricus) - Parte 29

               Equipamentos para pesca com Iscas Naturais. 

  • Barraca e outras tralhas para acampar, para seu maior conforto.
  • Repelente de mosquitos.
  • Mala de pescaria.
  • Pochete, alicates de peixe e de bico chato;
  • Tesoura e saco plástico (ou fieira) p/ pescado.
  • Puçá: Ao usá-lo, acender a lanterna. Se o peixe for grande, sempre colocá-lo pela cabeça dentro do puçá. Pode ser impossível usá-lo em meio à “santa luzia”.
  • Lanterna e pilhas: as que possuem luz fluorescente, ou difusa, são melhores.
  • Alicate de corte: nos acidentes com anzóis e garatéias, cortá-los para remoção.
  • Balde para as iscas vivas, quanto maior melhor! Dê uma renovada na água regularmente. Um transportador de iscas, com oxigenador e tudo, é um luxo dispensável (faz barulho). O uso de samburá pode ser adequado, dependendo da situação da vegetação...
  • Vara de no mínimo 6 pés com ação média ou superior e molinete ou carretilha médio/pesado (para linhas de 30 lb ou mais).

ATENÇÃO: Se for pescar em meio à “santa luzia”, será necessário equipamento mais pesado que o habitual (de 20 lb) para poder puxar peixe e vegetação para fora De água. Recomendo o uso de guiso na ponta da vara para avisar que já podemos ir pegar o peixe, ou mesmo para nos avisar que estão roubando nossa isca. O uso de um “finco” evita que tenhamos de ficar segurando a vara - meu favorito é um cano robusto de PVC cortado com um bisel (corte oblíquo) para ajudar a fincar. Não é fácil de fincar (exceto na areia), mas o peixe não o arrancará, por mais forte que seja!

  • A linha deve ser de copolímero de flúorcarbono 0,40 mm ou superior e encastoamento de arame ou “fireline” (encastoamento flexível, tipo cabo de aço, e opcionalmente “snap” com distorcedor).

Observação: O melhor nó para prender a linha no distorcedor é o “Palomar” (também recomendo reforçar com 6 a 8 nós simples). Sempre use saliva para lubrificar o nó a ser apertado, e tesoura ou alicate de corte para cortar as linhas após o nó. Em geral, para pesca sem artificiais, não é necessário ou recomendável o uso de líder.
  • Isopor e gelo são úteis para manter frescos os lambaris que morram, mas apenas deixá-los no seco pode quebrar o galho (eles estragarão bem mais rápido se deixados dentro dágua).

CURIOSIDADES
Esta parte contém conhecimento que pode parecer irrelevante, passando por “curiosidades”, mas que poderá fazer toda a diferença...

Iscar vivo ou morto?

A traíra tem excepcional visão, inclusive noturna, e embora seu cérebro seja diminuto, ela possui uma incrível habilidade para perceber movimentos, supostamente 40 vezes superior à habilidade humana (de outros predadores, dentro e fora de água, também). Se a isca se mexe, a traíra a entende como viva e apetitosa e “mete o dente” nela (a traíra não é seletiva em seu cardápio, basta estar vivo, isto é, se mexer, e parecer caber em sua bocarra. Em sua dieta habitual, figura em primeiro lugar os peixes menores, inclusive traíras com metade do comprimento de seu corpo - passam em sua boca. Em segundo lugar, rãs e insetos grandes e depois, se a fome bater, peixes que não passam em sua boca...).


Pode parecer que um lambari não se mexa quando colocado no anzol, mas sua boca abre e fecha para respirar, assim como suas guelras... mesmo que estas não sejam chamativas. Como as iscas artificiais possuem movimento exuberante, barulho (“rattlin”) e cor, não é por acaso que as traíras as adoram. Como a traíra é um predador solitário, “territorialista”, e “canibal”, não é comum encontrarmos duas delas grandes, juntas, e como ela prefere caçar nos limites entre a “santa luzia” e a água livre (ao menos antes de escurecer de vez, aí ela dá uma volta ou se enfia na vegetação). Podemos imaginar porque as maiores geralmente são pegas com as artificiais, embora nada impeça que a isca viva funcione com qualquer tamanho de traíra. Mesmo assim, não se esqueça de que uma isca artificial parece ainda mais viva e chamativa.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Traíra / Wolf-Fish ( Hoplias malabaricus) - Parte 28

Enquanto pescamos traíras podem entrar mais peixes como:

Em águas paradas e vegetação densa, costumamos encontrar o sarapó (tuvira), excelente isca para dourado e que também serve para comer (desde que ao limpar se remova o couro com uso de alicate, tendo então o gosto de um bagrinho ou um cascudo e espinhas bem fininhas e moles, não é muito gostoso).          Ele parece esperar as traíras saírem de cena para atacar no frio da madrugada. Para pescá-lo uso técnica parecida, mas um anzol 1 ou 1/0 de haste longa ou curta com pedacinhos de peixe só na ponta (o peixe não precisa estar muito fresco, ao contrário da traíra). Sua batida é característica, pois a vara desce e sobre como que puxada por um elástico suave (a traíra dá pancadas secas, ou apenas puxa com força). Ele parece uma moréia marrom com pintinhas ou raias pretas, nadando para frente e para trás ondulando uma nadadeira ventral que percorre quase que seu comprimento. Sua mordida não representa perigo algum, seu corpo é mole e muito escorregadio. Nessas horas podem entrar também bagres amarelos, mandis (mais em rios) e cascudos. O bagre amarelo possui dois ferrões e o mandi três! Cuidado com eles. O encastoamento flexível evita que percamos uma traíra que possa bater também, embora ela tenha grande chance de escapar pelo anzol pequeno, como nestas horas a chance de bater uma traíra de respeito é mínima , usar uma linha grossa de flúor como encastoamento resolve.


Durante o dia (ele não costuma entrar a noite onde tem traíras rodando, ele deve ficar com medo de ser atacado apesar de seu tamanho), podemos tentar pegar um bagre africano se ele ocorrer no local. Sua presença é explicada por fugas de pesque-pagues, e por ele ser um bom colonizador (se adapta bem a novos ambientes, reproduzindo facilmente). Uso fígado ou o lambari morto em anzol de 5/0 a 8/0 no meio ou próximo da “santa luzia” sem me preocupar com a profundidade ou correnteza (desde que a correnteza não seja excessiva). Ele não é nada brigador, mas gosta de enrosco, fique ligado! Observo ainda que todo bagre, particularmente os maiores, assim como qualquer peixe de grande porte, possui alguma capacidade predatória, bastando que a presa ou isca dê “muito mole” (isca super lenta) e permita que tente um bote (isca viva, ou as artificiais de fundo, como minhoca ou “grub”, “jig”, “metaljig”, “shad”). O difícil, no caso de um bagre, é enganá-lo com uma isca que não tem gosto ou cheiro, pois eles sentem o gosto antes mesmo de pôr a isca na boca (use uma isca de silicone aromatizada, ou use isca natural que é o que funciona melhor).

terça-feira, 4 de junho de 2013

Traíra / Wolf-Fish ( Hoplias malabaricus) - Parte 27

USANDO ISCAS NATURAIS

Colocar o lambari vivo no anzol é complicado, ele é delicado e morre facilmente, mas pode-se ver que não apenas as pequenas, mas as grandes também apreciarão seu esforço em agradá-las. Como o lambari deve ficar fora do barro do fundo, o uso de bóia é indispensável.
Existem várias técnicas, a imaginação é o limite para os ângulos e as formas de passar o anzol. Eu prefiro iscar o Lambari pelo nariz, atravessa os 2 pontinhos do nariz, como mostra a figura abaixo.




Obs: Tentei várias outras formas de iscar, mas nenhuma funcionou tão bem.


A idéia é que o conjunto anzol e lambari devam ter pequenas dimensões, facilitando que o peixe os acomode dentro de sua boca, e que o anzol seja grande o suficiente para uma ferroada segura.

A grande vantagem desta forma de iscar é a grande mobilidade da isca. Meu anzol favorito para traíras é um de tamanho 4/0, “all round (o mais adequado para peixes de boca dura)”, encastoado com cabo de aço flexível para 30 lb, preferencialmente um anzol que tenha uma haste curta, pois a haste do anzol pode servir de anteparo à boca do peixe, fazendo-o morder o rabo e deixando a cabeça do lambari no anzol, pela mesma razão o encastoamento deve ser flexível (usado como descrito acima, com anzol “all round” 4/0 de haste curta, costuma ferroar bem traíras a partir de 1 Kg e até de menos). Um anzol “robaleiro” é o mais indicado para iscas vivas em geral e essencial quando a isca é pequena (para não estourar ou ferir demais a isca); mas observe que a fricção deve ser ajustada para evitar abrir este anzol. O uso de “elastricot” (linha fininha de elastano) para amarrar a isca deve ser evitado, pois o aperto necessário para uma boa fixação mata rapidamente o lambari.

Outra opção, com o uso da bóia, é simplesmente passar o anzol na testa ou transfixando sua boca. A grande vantagem será a grande mobilidade da isca, e sua tendência a afundar e ter que nadar para poder voltar à horizontal. Mas como a traíra morde com precisão, esta forma de iscar não é ideal para traíras que não sejam realmente grandes (ela poderá morder a isca sem morder o anzol). Quanto maior a vitalidade da isca, mais mobilidade ela terá, nadando e deixando o anzol virado para trás (o ideal). Adicionalmente, a traíra é forte e exige anzóis resistentes. Como estes anzóis são grossos, a isca estoura se passarmos o anzol em sua testa e passar o anzol na boca pode matar a isca sufocada (ela não consegue fechar a boca para bombear a água por suas guelras).

Quando usar bóia, a isca viva pode ser “descomportada” (o peixinho teima em se esconder), e uma forma de resolver esse problema e usar a isca em meio à vegetação é somar um pequeno peso próximo ao anzol, em um encastoamento curto e discreto, afundando a isca e evitando que ela se esconda! Não exagere no peso, só o suficiente para a isca não ir para o meio das raízes (o peso excessivo pode dificultar que a isca se movimente ou que seja sugada pelo peixe). Pode-se também dar uma mexida na isca de tempos em tempos, mas a isca já pode ter enroscado, pois deve ser usada em meio à vegetação.

Recomendo usar um anzol de haste curta (“all round” 2/0 a 5/0; ou um anzol robaleiro) para iscar vivo e um anzol de haste longa (“maruseigo” 3/0 a 5/0) para iscar morto (use o bom senso para avaliar o tamanho do anzol, pois é só imaginá-lo dentro da boca do peixe).

Quando a isca for grande, iscar morto dará melhor resultado (se o peixe não estiver fresco, com guelras bem vermelhas, o resultado não será nada bom! Melhor se o lambari ainda estiver vivo quando for colocado no anzol), introduza o anzol pela boca do lambari, atravesse o osso da cabeça, procure passar o anzol através ou próximo à coluna vertebral tendo o cuidado de dobrar o peixe para que sua cabeça não estoure (se estourar, vire o peixe de forma que a haste do anzol fique alojada no rasgo). A ponta do anzol deve ser alojada na ponta do rabo, se estourar ou o lambari for grande para o anzol, aloje a ponta em sua barriga (não precisa “esconder” o anzol, apenas evitar que o peixe morda a isca sem morder a ponta do anzol). Novamente, as dimensões do conjunto isca e anzol devem ser pequenas, já que a idéia é usar o maior anzol que não acrescente volume à isca, evitando que o peixe não morda o anzol ao morder a isca. Pode-se cortar ao meio um lambari grande demais, para poder iscar morto, mas preserve ao máximo as escamas, como se ele ainda estivesse inteiro.

Para jogar a isca Na água, quando pescarmos em meio à “santa luzia” compacta, remova algumas “santas luzias”, formando um buraco de no máximo 40 cm de diâmetro, use um bambu ou coisa parecida e procure pegar a planta por baixo a colocando de lado (até pode ser em cima da planta ao lado). Então, esticando os braços e a vara, deixamos descer até que a bóia atinja a água (tipo pescaria de festa junina). Se o buraco for menor que 30 cm, dificultará que a isca passe pelas raízes; e se maior de 40 cm, facilita que o peixe perceba o pescador. Os melhores pontos são onde a “santa luzia” encontra o capim “braquiára”, que é terrivelmente “enroscante”! Deixe a linha curta e esticada, de forma que a traíra não alcance a “braquiára” quando se ferroar. Também pode ser interessante ficar próximo ao encontro da água livre com a vegetação flutuante.

Uma dica: Use a isca viva cercada por iscas mortas por ambos os lados, pois quando a traíra se aproximar, encontrará primeiro a isca morta, que ferroa mais facilmente traíras menores! Se ela rejeitar esta isca e continuar andando, encontrará a isca viva, atacando-a. Isto torna a pesca mais produtiva, simplesmente por podermos pegar traíras de vários tamanhos.

O uso de bóia sem chumbo, é recomendável. Ela deverá deixar o anzol de 40 a 60 centímetros de profundidade, à altura dos ápices das raízes da “santa luzia”. Cuidado, a isca não deve tocar o fundo, nem ficar oculta em meio às raízes. A profundidade do local é importante para o bom funcionamento da isca. Se for inferior a 80 centímetros, a traíra não verá a isca com facilidade e o lambari poderá ficar na lama, morrendo rapidamente. Se superior a um metro e meio de profundidade, a traíra não virá pelo fundo, e sim em meio à vegetação, dificultando que ache a isca (se é que ela virá em local tão fundo).

O lugar ideal seria aquele em que a sua vara alcance um lugar de 80 ou 90 cm de profundidade sem lançamento e que esta profundidade não supere um metro e meio! Varas longas são vantajosas, visto que melhoram o domínio sobre o peixe na hora de içá-lo e permitem que este buraco esteja mais longe da margem. Varões de bambu também estão valendo, embora o recolher da linha a deixando bem curta seja muito interessante.

Outra opção, para locais rasos, é usar o chumbo antes da pernada, mas como o peso do anzol tende a deixar o lambari na lama, não recomendo sem uma bóia. Se for pescar em lugar sem muita vegetação, um macete muito produtivo é lançar rente à vegetação da margem oposta (se o lançamento for mesmo rente à vegetação, a isca irá parar embaixo desta vegetação), de forma que a traíra ferrada não tenha linha o suficiente para enroscar. Procure usar chumbo pesado (50 gramas ou mais), para que a isca afunde mesmo se acertar a vegetação. Procure treinar o lançamento antes de escurecer para não ter de acender a lanterna sobre a água! Quando a traíra “se ferrar”, ela tentará escapar em direção à vegetação próxima, o quê dobrará a ponta da vara nos avisando que o peixe nos aguarda e completa o serviço de ferrá-la. Puxe-a rapidamente, senão ela pode afrouxar a linha (se a linha afrouxar a traíra pode escapar)...


Observação: Não tente lançar em meio à “santa luzia” compacta, mesmo que a isca afunde, pois se pode ter extrema dificuldade em puxar o anzol, mesmo sem a traíra.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Traíra / Wolf-Fish ( Hoplias malabaricus) - Parte 26

As iscas Naturais:

Na impossibilidade de usar as iscas artificiais de meia-água (principalmente pelo excesso de vegetação, ou quando não escurece, por ser lua cheia ou pela nebulosidade, ou por estar muito frio para usarmos as artificiais e até por dificuldades em conseguir trabalhar o lugar mais promissor “de fora dele”, ou por falta de domínio das artificiais...), devemos usar todo tipo de isca viva, se quisermos correr o risco de pegar uma traíra que “faça vista”.

A melhor isca é o lambari vivo (ou outros peixinhos), mas é difícil obtê-lo em quantidade no anzol, principalmente se estiver fazendo frio... Para capturá-lo, olhar o tópico aqui no Blog sobre Lambari. Onde eu pesco, os sarapós (tuviras) ficam animados quando as traíras não estão (e vice-versa), e ficam roubando as iscas (por isso a quantidade de lambaris não deve diminuir, mesmo sendo inverno). Já ao entardecer, com temperaturas mais altas, tanto a mosquitada quanto os lambaris estarão mais ativos, sendo pegos em maior quantidade.

O conhecimento do local é muito útil nesta decisão, veja com quem está acostumado a pescar no local se não conhecê-lo bem.

Parece-me não fazer muita diferença se os colocarmos naqueles aquários portáteis ou num balde (grande para que maior área de ar e água se ponham em contato). Ficarão vivos por mais tempo, se pescados na vara, ou em covos.

Excelente opção é a armadilha feita com garrafas plásticas de 2 litros – PET’s. Observe que a boca da garrafa deve ser cortada no talo, embora seja necessário uma boa quantidade desta armadilha, para que se capture lambaris em quantidade suficiente para a noite (uns 15 mais ou menos). A boca do PET é cortada, assim como o corpo da garrafa que é invertido e inserido no resto da garrafa. Esta armadilha foi originalmente concebida por índios que faziam um cesto e tampavam sua boca com palha virada para dentro. Recomendo usar esta armadilha, assim como qualquer tentativa de capturar iscas, bem na beiradinha; pois os peixinhos parecem se concentrar na beirada

Se você tiver um puçá bem grande, tem um jeito muito interessante de capturar os lambaris! Afunde o puçá com uma pedra dentro para que ele fique “aberto, armado” o tempo todo. Coloque, ou melhor; cole, imprima nesta pedra uma bala do tipo puxa-puxa (a bala da marca “Frutitella” é a melhor para isso). Os lambaris irão entrar no puçá e vão ficar por lá até que esta bala acabe (pode não demorar muito...).

Como os lambarís podem “ter dificuldade” em achar a boca do puçá, uma forma de otimizar esta armadilha é usar uma vara de lambari com isca, jogar esta isca na água e, lentamente, ir conduzindo estes lambaris que rodeiam a isca até a boca do puçá. Aí, retire a isca da água e veja os lambaris afundando e entrando no puçá!

Esta é a minha forma favorita de capturar iscas vivas, pois se captura iscas de tamanho mínimo! É só usar um anzol robaleiro bem fininho, com um pequeno peso junto ao anzol para limitar a possibilidade da isca se esconder ou enroscar. Recomendo mesmo!!!

OBS: Confesso que me diverti nessa Moacyr Sacramento , hashuashuas.

O sabikí, um “varal” de pequeninos anzóis ornados com asinhas, invenção de japoneses, funciona muito bem. Para funcionar, recomendo adicionar pedacinhos de minhoca a cada anzol (o cheiro atrairá os lambaris), ou dar toquinhos para que as iscas se mantenham em movimento e pareçam vivas.

Opção de isca viva, superada pelo lambari ou outros peixinhos, são pequenas rãs, embora não funcione bem no meio da vegetação (ou o bicho se afoga, ou se esconde), ao contrário do lambari. Para iscar é só passar o anzol nas suas costas e deixar sair na barriga (quanto mais no meio do bicho, melhor), mas você deve ajudar o anzol a sair da barriga usando a unha ou algo mais apropriado para apertar a pele da barriga contra a ponta do anzol para não machucar muito o bichinho (toda isca viva deve ser tratada com carinho para que continuem vivas por mais tempo). Introduza cuidadosamente o anzol para não ferir os órgãos internos. Quanto menor for a rã, melhor isca será. Se você tiver uma perereca (que tem ventosas nas pontas dos dedos), você deve cortar as pontas dos dedos ou ela sairá da água quando agarrar o que quer que esteja por perto. Eu achava que um sapo daria dor de barriga, não funcionando; mas eu fui orientado por pescadores que sapo funciona também. Sua captura é complicada, usando-se lanterna para ver o brilho de seus olhos para localizá-lo, ou em poços onde caem e ficam presos sendo pegos com um puçá com o cabo alongado por um bambu.

Outra opção de isca viva é o “lacrau”, uma espécie de centopéia (um par de patas por segmento, e cabeça parecida com formiga), muito usado para pescar piau. Sua mordida não é dolorida, nem perigosa (não confundir com a lacraia que possui duas forquilhas com um ferrão venenoso em cada). Sua colocação no anzol é pelo dorso, na união da cabeça com o primeiro anel que serve de fixação para o “lacrau”, com resto do corpo se procede como se fosse uma minhoca, o anzol deve seguir o meio do corpo, sem se exteriorizar.

Um macete: A ponta do anzol deve ser alojada em uma das duas “anteninhas” que se encontram na extremidade posterior do corpo, dando maior estabilidade à isca.


Só tem três ponderações quanto a seu uso:

1. Ele é encontrado em meio a pedras úmidas próximas à água de algum rio,

2. Traíras grandes o podem desprezar,

3. Sua cor preta pode dificultar sua visualização pelo peixe, diminuindo sua eficiência à noite.

Uma boa idéia seria usar aquelas iscas de luz química, mas não sei por que não obtive nem um ataque quando tentei, deve espantar ou ofuscar as ariscas e temperamentais traíras.


Também podem ser usadas outras iscas como o minhocaçu, fígado e banha de galinha, coração, rins, bolo de minhocas... Mas sua eficiência será menor! As traíras pequenas (ou melhor, os peixinhos de aquário) aceitam melhor estas iscas alternativas. Se quisermos pegar as grandes devemos nos esforçar para que o cardápio seja o mais apetitoso possível. Sem dúvida a melhor isca natural é o lambari vivo.