segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Traíra / Wolf-Fish ( Hoplias malabaricus) - Parte 34



Trailer
Eu diria que esta é uma peça fundamental. Um rubber sem trailer não tem vida alguma. É ele que fará a sua isca ter vida e nadar corretamente.

Recentemente, passei a usar os shads, por causa do seu formato parecido com a de um peixe. A cauda desse tipo de isca imprime uma super movimentação na caída, além de frear a caída da isca, proporcionando mais tempo para o predador atacar.

Apesar de as traíras destruírem os trailers com certa facilidade, é importante ressaltar que isso ajuda a proteger as saias de silicones de seus rubbers. Outra característica interessante é o fato de sua textura ser parecida com a de um peixe de verdade, o que auxilia na fisgada, pois o peixe fica com a isca na boca alguns segundos a mais.
 
Rubber Jigg  com Trailler Marrom e Gliter 
Mesmo que as saias sejam danificadas, não se preocupe. O mais importante dessa isca é a cabeça, a ponta do anzol e o anti enrosco. Se a saia estiver danificada, o pescador pode substituir, com os materiais e acessórios disponíveis para confecção de iscas de fly.

Assim, você poderá remontar seu rubber da cor de sua preferência, com mais ou menos volume, sem mencionar a boa terapia para aqueles dias em que o pescador não for pescar. Eu aprendi a fazer minhas iscas com o amigo Braga. Normalmente faço primeiramente os rubbers para o bass, mas, quando eles estão mais gastos, reformo para as traíras.

Equipamentos

Caniços curtos não conseguem atender plenamente à técnica do pitching. Ela requer alavanca para o lançamento, a fisgada, e para tirar o peixe da estrutura. É importantíssimo ter uma vara comprida, de no mínimo 6´. O comum é usar materiais a partir dos 6´6´´. No meu caso, utilizo varas Megabass Orochi X4 de 7´, classe pesada e ação rápida, justamente para tirar o peixe do meio da tranqueira. É preciso arrastar tudo: peixe e planta muito rápido. Isso, não pelo porte da traíra, mas pela situação de pesca.


Outro item fundamental é a linha de pesca. Nada de linha fina no meio da vegetação. A traíra é bruta, e no meio do mato dá muito trabalho. Costumo utilizar linhas de flúor carbono com pouca elasticidade e muita sensibilidade. A libragem mínima usada por mim é a de 12, sendo que a mais comumente utilizada é a de 16 lb, porque nos locais que frequento posso me deparar com peixes de bom porte, como é o caso das represas de Salesópolis e Paraibuna. Normalmente não uso empate, nem líder. Mas, se o pescador se sentir mais seguro, opte por algo em torno de 20 a 25 lb.

Resumindo a conversa amigos, testem esta isca e principalmente agora no inverno, como nosso amigo Zurlini provou que a Hoplias abocanha mesmo no inverno... porque eu vou mesmo é ficar HIBERNANDO aqui embaixo do edredom tomando chocolate quente esperando o sol quente volta pra eu poder sair da toca e fisgar novamente as hoplias na frog e nas BuzzBaits!



Autoria dos texto e fotos: Fábio Zurlini - Revista Pesca e Cia

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