quarta-feira, 24 de abril de 2013

Região Hidrográfica do Parnaíba


Escassez de água: um das dificuldades para o desenvolvimento


Depois da bacia do rio São Francisco, a Região Hidrográfica do Parnaíba é hidrologicamente a segunda mais importante da Região Nordeste. Sua região hidrográfica é a mais extensa dentre as 25 bacias da Vertente Nordeste e abrange o Estado do Piauí e parte dos Estados do Maranhão e do Ceará. A região, no entanto, apresenta grandes diferenças inter-regionais tanto em termos de desenvolvimento econômico e social quanto em relação à disponibilidade hídrica.
A escassez de água, aliás, tem sido historicamente apontada como um dos principais motivos para o baixo índice de desenvolvimento econômico e social. Entretanto, os aquíferos da região apresentam o maior potencial hídrico da Região Nordeste e podem, se explotados de maneira sustentada, representar um grande diferencial em relação às demais áreas do Nordeste brasileiro no que se refere à possibilidade de promover o desenvolvimento econômico e social.
A região ocupa uma área de 333.056 km², o equivalente a 3,9% do território nacional, e drena a quase totalidade do estado do Piauí (99%) e parte do Maranhão (19%) e Ceará (10%). O rio Parnaíba possui 1.400 quilômetros de extensão e a maioria dos afluentes localizados à jusante de Teresina são perenes e supridos por águas pluviais e subterrâneas.
Os principais afluentes do Parnaíba são os rios: Balsas, situado no Maranhão; Poti e Portinho, cujas nascentes localizam-se no Ceará; e Canindé, Piauí, Uruçui-Preto, Gurguéia e Longa, todos no Piauí. 
A população total da região, em 2010, era de 4.152.865 habitantes, dos quais 35% encontram-se na área rural. A densidade demográfica é de 12,5 hab./km², com destaque para a unidade hidrográfica de Poti, onde se situa a capital estadual que possui índice de urbanização de 92%.
O percentual da população abastecida por água, em 2010, apresentava uma média de 91%, equivalente, a média nacional. No entanto, a situação é crítica em relação a rede de esgotamento sanitário que apresenta um valor médio de 10%, muito abaixo da média nacional (62%).

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